Durante o trabalho na lavoura, a máquina percorre a área seguindo trajetórias definidas para cada operação. No plantio, por exemplo, é preciso avançar de uma passada para outra sem deixar espaços ou plantar novamente onde as sementes já foram distribuídas. Na pulverização e na distribuição, o mesmo princípio permite cobrir a área planejada evitando falhas e sobreposições.
Para que esse deslocamento seja realizado com recursos automáticos, a máquina precisa identificar sua posição na lavoura. É a partir dessa informação que tecnologias como o piloto automático orientam o trajeto e sistemas de desligamento reconhecem os locais onde determinada função deve ser interrompida. Por isso, quanto mais exata for a informação sobre a localização da máquina, melhor será a referência utilizada por essas tecnologias.
Essa localização é determinada a partir de sistemas de navegação por satélite, mas o cálculo pode apresentar diferenças em relação à posição real da máquina. Para reduzir esses erros, são utilizados serviços de correção de sinal, que aumentam a exatidão do posicionamento.
Neste conteúdo, entenda como funciona a correção de sinal e qual sua importância para a precisão das operações agrícolas.
O que é correção de sinal e por que ela é necessária?
Os sistemas globais de navegação por satélite, conhecidos pela sigla GNSS, permitem que o receptor da máquina calcule sua posição a partir dos sinais enviados por satélites. Esse cálculo, no entanto, está sujeito a diferentes fontes de erro, que podem fazer com que a posição indicada não corresponda exatamente à localização real do equipamento.
É nesse ponto que atuam os serviços de correção. Eles fornecem informações adicionais ao sistema para reduzir essas diferenças e aumentar a exatidão do posicionamento. Na agricultura de precisão, essa informação pode ser utilizada por diferentes tecnologias que dependem da localização da máquina para executar suas funções.
Há diferentes formas de realizar a correção de sinal, com características que variam conforme o serviço utilizado. Na Stara, por exemplo, essa correção é disponibilizada por meio do Sinal Pago para máquinas e equipamentos compatíveis.
Como funciona a correção de sinal na agricultura?
Para corrigir a posição calculada pelo receptor, é necessário ter uma referência que permita identificar e reduzir os erros de posicionamento. Uma das tecnologias utilizadas para isso na agricultura é o Real Time Kinematic (RTK).
Nesse sistema, uma estação ou rede de referência opera a partir de coordenadas conhecidas. As informações recebidas dos satélites são comparadas com essa referência, permitindo calcular correções que são enviadas ao receptor da máquina. Com esses dados, o sistema consegue determinar a posição da máquina com maior exatidão.
Esse é um exemplo de arquitetura de correção. Outros serviços podem adotar tecnologias diferentes. Por isso, além da tecnologia utilizada, características como a cobertura na área de trabalho, a compatibilidade com o receptor, a exatidão e a repetibilidade devem ser consideradas de acordo com as necessidades da operação.
Nas máquinas autopropelidas Stara, como os pulverizadores da linha Imperador e os distribuidores Hércules, o Sinal Livre está disponível de fábrica. Para aumentar a exatidão do posicionamento e ampliar as possibilidades de uso das tecnologias embarcadas, o Sinal Pago pode ser contratado como opcional. Nos equipamentos com Land Space, a solução já está incluída no pacote.
Nas plantadeiras, o Sinal Pago traz um benefício adicional para as tecnologias que dependem do posicionamento. Afinal, além do sinal utilizado pelo trator, a própria plantadeira pode contar com uma antena de correção. Dessa forma, sua posição é determinada diretamente no equipamento responsável pela distribuição das sementes, oferecendo uma referência mais exata para as funções realizadas pelas linhas de plantio.
Nas plantadeiras Stara equipadas com o ecossistema Land Space, o Sinal Pago também integra o conjunto de tecnologias entregue com a máquina. Matheus Henrique Baumgratz, engenheiro agrônomo e analista de Marketing de Produto da Stara, explica como essa configuração facilita a operação:
As plantadeiras equipadas com o Land Space já saem de fábrica com o Sinal Pago incluído, em pacotes válidos por três anos. Com isso, o Desligamento Linha a Linha e o Zero Amassamento já saem calibrados de fábrica, o que facilita a preparação para o plantio.
Para que esses recursos utilizem adequadamente as informações de posicionamento, a recepção dos sinais precisa ocorrer em condições favoráveis. Galpões, árvores altas e outros obstáculos podem dificultar a comunicação com os satélites e comprometer a qualidade do posicionamento. Nos procedimentos de calibração, a escolha de uma área aberta e livre de obstáculos favorece a recepção do sinal necessária para realizar os ajustes.
Quais são os benefícios de um posicionamento mais preciso?
Os benefícios de um posicionamento mais exato aparecem de diferentes formas ao longo das operações agrícolas. Na prática, seus efeitos podem ser observados desde o plantio até os trabalhos realizados posteriormente na lavoura, conforme as tecnologias utilizadas em cada máquina.
No plantio
No plantio, enquanto o trator utiliza seu próprio sinal para funções como o piloto automático, a correção de sinal pode ser usada diretamente na plantadeira, permitindo determinar com maior exatidão a posição do equipamento responsável pela distribuição das sementes e favorecendo o uso das tecnologias embarcadas.
No Desligamento Linha a Linha, por exemplo, o sistema utiliza o posicionamento da plantadeira para definir, com maior precisão, onde cada linha deve interromper ou retomar a deposição de sementes, contribuindo para reduzir falhas e sobreposições.
O posicionamento da plantadeira também tem papel no planejamento do tráfego. Com o Zero Amassamento, as linhas são desligadas nos locais destinados à passagem dos rodados de pulverizadores e distribuidores nas operações seguintes. Assim, evita-se distribuir sementes onde haverá tráfego, reduzindo o amassamento das plantas e proporcionando economia de até 4% de sementes, conforme a cultura, a largura de aplicação, a largura da bitola e a largura dos rastros dos rodados.
Na pulverização e na distribuição
Nos autopropelidos, uma informação mais exata sobre a localização da máquina permite que o piloto automático tenha uma referência mais precisa para mantê-la na trajetória planejada.
Na pulverização, o posicionamento também serve de referência para o Sistema Bico a Bico, que realiza o desligamento automático do bico no momento em que o controlador identifica uma área onde a calda já foi aplicada. Esse controle é especialmente relevante em cabeceiras, arremates e encontros entre passadas, reduzindo sobreposições e aplicações desnecessárias.
Já na distribuição, além de ser utilizada pelo controle de seções para interromper a aplicação em áreas já aplicadas, essa informação favorece as operações em taxa variável, pois a localização da máquina permite identificar, com mais precisão, as diferentes zonas definidas no mapa de prescrição e aplicar a dose prevista para cada região da lavoura.
Os benefícios do posicionamento, porém, não se limitam à operação que está sendo realizada. Em algumas situações, as trajetórias definidas precisam continuar servindo de referência quando as máquinas retornam à lavoura em outros momentos da safra.
Por que a repetibilidade é importante ao longo da safra?
A repetibilidade de rastro é a capacidade de retornar a uma trajetória estabelecida anteriormente. No controle de tráfego, ela permite que as faixas definidas no plantio sirvam de referência para pulverizadores e distribuidores nas operações seguintes.
Um exemplo está no Zero Amassamento. As faixas destinadas ao tráfego só cumprem sua função se os rodados das máquinas passarem pelos locais previstos nas operações seguintes. O reaproveitamento dessas linhas de orientação também depende da compatibilidade entre os rodados dos equipamentos. Quando as linhas de orientação estão disponíveis e são compatíveis, o piloto automático pode utilizá-las como referência para conduzir a máquina pelo percurso planejado.
Qual é a relação entre correção de sinal e piloto automático?
A correção de sinal e o piloto automático desempenham funções diferentes, mas trabalham de forma integrada. A correção reduz os erros no cálculo da posição da máquina, enquanto o piloto automático utiliza essa informação para identificar desvios em relação à trajetória definida e ajustar a direção durante o deslocamento.
Nos autopropelidos da Stara, essa condução é realizada pelo Topper Driver 3 (TD3), piloto automático utilizado para seguir trajetórias retas ou curvas planejadas. O sistema se destaca pelo menor tempo de resposta nas operações, contribuindo para reduzir falhas e transpasses durante o percurso. Também possibilita o controle de tráfego e a repetibilidade de rastro.
Para utilizar esse recurso, as linhas de orientação e os parâmetros de funcionamento precisam ser configurados de acordo com a operação e com a máquina em que o sistema está instalado. A calibração complementa esse processo, preparando o piloto para utilizar as informações de posicionamento durante o trabalho.
Como o Land Space integra diferentes tecnologias na operação?
O Sinal Pago integra o ecossistema Land Space, que também reúne tecnologias voltadas à conectividade e ao acompanhamento das operações. Dessa forma, além de utilizar uma referência mais exata durante o trabalho, o produtor pode acompanhar informações geradas pela máquina ao longo da operação.
Com a Telemetria Stara, é possível acompanhar a localização da máquina em tempo real e visualizar dados do trabalho realizado. A conectividade via satélite mantém a máquina conectada e viabiliza outros serviços, como o Conecta, serviço de pós-venda da Stara que oferece atendimento remoto direto de fábrica.
Além disso, o Syncro Net permite que até cinco máquinas de mesma função trabalhem sincronizadas no mesmo talhão, compartilhando informações via internet.
Mais precisão na sua operação com as soluções Stara
O Sinal Pago amplia a exatidão do posicionamento e oferece uma referência mais adequada para as tecnologias utilizadas nas diferentes operações da lavoura. Integrado às soluções Stara, esse recurso contribui para aproveitar melhor funções de condução, automação e controle ao longo do trabalho.
Nas máquinas equipadas com Land Space, essa integração avança ainda mais ao reunir correção de sinal, conectividade e tecnologias que permitem acompanhar e compartilhar informações da operação.
Conheça as soluções de agricultura de precisão da Stara e descubra como o Sinal Pago pode agregar mais exatidão e tecnologia às suas operações no campo.
Perguntas frequentes sobre correção de sinal agrícola
A correção de sinal pode ser usada em qualquer máquina agrícola?
O uso da correção de sinal depende da compatibilidade entre a máquina, o receptor e as tecnologias que utilizam as informações de posicionamento. Nas máquinas Stara, a disponibilidade do Sinal Pago varia conforme o modelo e a configuração do equipamento.
Como verificar a disponibilidade do Sinal Pago da Stara?
O Sinal Pago está disponível para máquinas autopropelidas e plantadeiras Stara compatíveis. Nos autopropelidos, pode ser contratado como opcional para aumentar a exatidão do posicionamento. Já nos equipamentos com Land Space, o Sinal Pago integra o ecossistema de tecnologias disponível na máquina.
O que acontece quando a correção de sinal é interrompida?
Sem as informações de correção, a exatidão do posicionamento pode ser reduzida. Como diferentes tecnologias utilizam essa referência durante o trabalho, o comportamento da máquina diante de uma interrupção depende do equipamento e de sua configuração. Caso necessite de auxílio, o operador pode consultar o manual do equipamento ou acionar o Conecta.
Gostou do conteúdo e quer contar com as soluções Stara na sua operação agrícola?
Encontre uma concessionária Stara e conheça as possibilidades de uso do Sinal Pago e do piloto automático na sua máquina. Nossa equipe pode ajudar a escolher a configuração adequada às necessidades da sua propriedade rural.