O plantio reúne cuidados que influenciam o estabelecimento inicial da lavoura. Entre as práticas que podem fazer parte dessa etapa está a aplicação de inoculantes no sulco, que permite levar microrganismos benéficos à região de semeadura durante o plantio.

Nas plantadeiras Stara com sistema de pulverização no sulco integrado de fábrica, o operador realiza a semeadura e a aplicação simultâneamente e acompanha as duas atividades em um único monitor. Assim, incorpora esse manejo à operação de plantio, seguindo as recomendações  para a cultura e o produto utilizado.

A seguir, entenda como funciona a pulverização no sulco, quais benefícios a inoculação pode trazer à lavoura e como as soluções Stara auxiliam nessa operação.

O que é pulverização no sulco e como ela funciona?

A pulverização no sulco consiste na aplicação localizada no sulco de plantio de produtos líquidos. Quando são utilizados inoculantes recomendados para essa modalidade, a prática permite levar os microrganismos à região de semeadura no momento da implantação da cultura. 

Antes da operação, a calda deve ser preparada de acordo com as recomendações do fabricante do produto, considerando aspectos como dose, volume de aplicação, qualidade da água e compatibilidade entre os componentes utilizados. 

Durante a aplicação, o sistema conduz a calda até os bicos de pulverização, direcionando o produto diretamente no sulco, próximo à semente, durante a operação de plantio.

Quando o produto utilizado é um inoculante, essa aplicação recebe o nome de inoculação no sulco. Seu objetivo é favorecer a interação dos microrganismos com as plantas desde o início do desenvolvimento.

Quais são os benefícios da inoculação no sulco?

A inoculação no sulco reúne benefícios importantes para o estabelecimento da cultura, pois permite distribuir microrganismos benéficos diretamente na região de semeadura, favorecendo sua interação com as plantas desde o início do ciclo.  

Os resultados variam conforme a  cultura, o inoculante e as condições de aplicação. Entre os principais benefícios, estão:

  • Favorecimento da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN): na soja, a inoculação com bactérias Bradyrhizobium favorece a formação de nódulos nas raízes, onde ocorre a Fixação Biológica de Nitrogênio. Esse processo contribui para o fornecimento de nitrogênio à cultura e tem papel fundamental no sistema produtivo da soja no Brasil.

  • Preservação da viabilidade do inoculante: quando o inoculante é aplicado diretamente sobre a semente, determinados produtos utilizados no tratamento podem afetar a sobrevivência das bactérias. A aplicação no sulco permite aplicar o inoculante separadamente do tratamento de sementes, reduzindo sua exposição direta a esses produtos. A compatibilidade entre os insumos continua sendo um cuidado importante.

  • Distribuição  dos microrganismos no sulco: a aplicação direciona o inoculante para a região de semeadura, promovendo o contato dos microrganismos com a semente. 

  • Desenvolvimento radicular: os efeitos variam de acordo com os microrganismos presentes no inoculante. Na coinoculação da soja, por exemplo, o uso de Azospirillum brasilense está associado ao desenvolvimento do sistema radicular, favorecendo a exploração do solo e o aproveitamento de água e nutrientes. 

  • Potencial produtivo: ao favorecer a nutrição e o desenvolvimento das plantas, a inoculação pode contribuir para a produtividade. A resposta depende dos microrganismos utilizados, da cultura e das condições de manejo e da lavoura.

Para realizar essa aplicação durante o plantio, a máquina precisa oferecer condições adequadas para o armazenamento e a distribuição da calda. Capacidade do reservatório, controle da taxa e recursos que preservem as características dos produtos utilizados são aspectos importantes nessa operação. As plantadeiras Stara com pulverização no sulco integrada de fábrica reúnem diferentes recursos para esse trabalho.  

Plantadeira Absoluta Stara na lavoura

Quais plantadeiras Stara possuem pulverização no sulco?

As plantadeiras Absoluta, Estrela e Princesa, da Stara, contam com sistema de pulverização no sulco integrado de fábrica, sem a necessidade de adaptações.

Matheus Henrique Baumgratz, engenheiro agrônomo e analista de Marketing de Produto da Stara, explica como funciona o sistema desenvolvido pela marca:

O reservatório possui três camadas, sendo uma camada térmica central isolada por duas de polietileno, que ajudam a proteger a calda de temperaturas elevadas e da radiação solar. O sensor permite acompanhar a temperatura durante a operação, e a bomba conduz a calda até os bicos para fazer a aplicação no sulco.

O sistema utilizado nas três plantadeiras reúne recursos voltados ao preparo da calda, ao controle da aplicação e à organização da operação. Entre os principais diferenciais estão:

  • Sistema de agitação: mantém a calda em constante circulação no reservatório, favorecendo a homogeneidade da mistura durante a aplicação.

  • Desligamento automático por seção: interrompe a pulverização nas seções correspondentes, contribuindo para o controle da aplicação durante a operação.

  • Ajuste automático da taxa: adapta a taxa de aplicação de acordo com a velocidade de deslocamento da plantadeira.

  • Reservatório com três camadas: possui uma camada térmica central isolada por duas camadas de polietileno, estrutura que ajuda a proteger a calda do calor e da luminosidade.

  • Reservatório de água limpa: disponibiliza água para procedimentos relacionados à operação e à limpeza do sistema.

  • Incorporador de produtos: auxilia na incorporação dos produtos durante o preparo da calda.

Esses recursos estão presentes nas plantadeiras Absoluta, Estrela e Princesa, enquanto a capacidade do reservatório varia conforme o modelo e a configuração da máquina.

Essa diferença de capacidade permite adequar os abastecimentos dos insumos  às características de cada plantadeira e à rotina de trabalho na propriedade rural.

O que muda quando o sistema já vem integrado de fábrica à plantadeira?

Quando o sistema de pulverização no sulco já faz parte da plantadeira, reservatório, circuito, bicos e controles são incorporados à configuração da máquina desde a fabricação. Dessa forma, a aplicação ocorre integrada à operação de plantio, sem a necessidade de instalar sistemas adicionais para realizar esse trabalho.

Matheus Henrique Baumgratz, engenheiro agrônomo e analista de Marketing de Produto da Stara, explica como essa integração facilita a rotina no campo: 

O sistema foi desenvolvido especialmente para essa aplicação. Em um único monitor, o operador controla os parâmetros do plantio e da pulverização no sulco. Ao final do dia, ele também conta com a função de limpeza do sistema completo, o que facilita a rotina de trabalho.

Para utilizar esses recursos, a regulagem deve considerar a recomendação agronômica e as orientações do produto aplicado. Dose, volume de calda e demais parâmetros da aplicação orientam o preparo do sistema para realizar o trabalho conforme o manejo definido.

Quais fatores devem ser observados para uma boa pulverização no sulco?

Para realizar a pulverização no sulco de forma adequada, os cuidados acompanham toda a operação. Antes do plantio, envolvem o preparo da calda e a regulagem do sistema. No campo, passam pelo acompanhamento da aplicação e, ao final do trabalho, incluem a limpeza e a inspeção dos componentes.

Antes do plantio

O primeiro cuidado é verificar se o inoculante ou outro produto líquido possui indicação para a cultura e a modalidade de aplicação no sulco. Dose, concentração, compatibilidade e condições de uso devem seguir as orientações do fabricante e a recomendação agronômica.

O preparo da calda também deve respeitar as orientações específicas do produto. Nessa etapa, é importante observar a qualidade da água, a compatibilidade entre os componentes utilizados e as condições necessárias para preservar suas características até a aplicação.

Antes de iniciar o trabalho, os bicos devem ser selecionados conforme a taxa de aplicação, a velocidade de trabalho e o sistema calibrado com o produto que será aplicado. O planejamento deve considerar ainda a área que será trabalhada, a capacidade do reservatório e a logística de abastecimento para manter a continuidade da operação.

Durante a operação

Com a plantadeira em movimento, o operador deve acompanhar a taxa de aplicação e o funcionamento do sistema, verificando se a calda está sendo distribuída corretamente nas linhas em operação.

O ajuste automático da taxa acompanha as variações de velocidade, enquanto o desligamento automático por seção interrompe a aplicação nas áreas já trabalhadas, evitando sobreposições.

Pelo Topper, o operador acompanha as informações da operação e pode identificar situações que exijam alguma intervenção ou ajuste durante o trabalho.

Depois da operação

Ao encerrar o trabalho ou realizar a troca de produto, o circuito deve ser higienizado de acordo com o manual da plantadeira e as orientações descritas na bula do inoculante. A limpeza ajuda a evitar a permanência de resíduos no reservatório, nas tubulações e nos bicos de pulverização, além de preparar o sistema para a próxima utilização.

Após a higienização, a inspeção dos componentes também permite verificar as condições do reservatório, das mangueiras, das conexões, dos filtros e dos bicos, contribuindo com a conservação do sistema. 

Plantadeira Estrela Stara no campo com reservatório de pulverização no sulco 

Pulverização no sulco: uma estratégia que pode contribuir para a produtividade da lavoura

A pulverização no sulco permite realizar a inoculação durante o plantio, direcionando a calda juntamente ao sulco de plantio. Quando realizada conforme as recomendações para a cultura e o produto utilizado, essa prática pode favorecer a atuação dos microrganismos que beneficiam o desenvolvimento das plantas.

Nas plantadeiras Stara, a integração do sistema à máquina permite realizar a aplicação junto à semeadura e acompanhar os parâmetros da operação pela cabine. Dessa forma, pulverização e plantio fazem parte de uma mesma rotina de trabalho no campo.

Para aproveitar esses recursos, a inoculação deve ser considerada desde o planejamento do plantio. A definição do produto, da dose, do volume de calda e da regulagem da máquina deve acompanhar as recomendações agronômicas e as condições de cada lavoura.

Perguntas frequentes sobre pulverização no sulco

A pulverização no sulco substitui outras aplicações?

Não necessariamente. A aplicação no sulco pode ser complementar ao tratamento de sementes e a outros manejos da cultura. Sua finalidade depende do produto utilizado, da indicação de uso e da recomendação agronômica para a lavoura.

A dose do inoculante muda quando a aplicação é feita no sulco em vez de diretamente na semente?

Dose, concentração e volume de aplicação devem seguir a recomendação específica do inoculante para utilização no sulco. A dose indicada para aplicação diretamente na semente não deve ser convertida automaticamente, pois cada modalidade possui recomendações próprias.

O que é coinoculação e qual a relação com a inoculação no sulco?

Coinoculação é o uso combinado de dois ou mais microrganismos benéficos. A aplicação no sulco pode ser uma das formas de realizar esse manejo quando os produtos utilizados possuem indicação para essa modalidade e são compatíveis entre si. 

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As plantadeiras Stara oferecem diferentes configurações e tecnologias para integrar a pulverização no sulco ao plantio. Consulte as especificações dos modelos e visite uma concessionária Stara para avaliar a alternativa adequada às necessidades do seu negócio.

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